O piloto Henrique Martin, que morreu na queda de um avião na manhã desta sexta-feira (3), em Campo Grande, era apaixonado pela aviação e costumava compartilhar nas redes sociais momentos da profissão que escolheu para a vida. O acidente também vitimou uma guia de turismo que estava na aeronave.
Henrique deixa esposa e uma filha de seis anos. Em seu perfil nas redes sociais, a biografia trazia a frase “o mundo da aviação”, refletindo a dedicação ao universo aeronáutico. Entre as publicações, apareciam registros de voos, treinamentos, passeios de motocicleta de alta cilindrada e momentos ao lado da família.
Em um dos vídeos publicados anos atrás, Henrique aparece animado antes de uma decolagem e pergunta: “Bora voar hoje?”, frase que ganhou um significado ainda mais emocionante após sua morte.
Sonho de seguir na aviação comercial
Amigos descrevem Henrique como um profissional dedicado e extremamente estudioso. Em entrevista ao Jornal Midiamax, um amigo contou que ele buscava constantemente aprimorar seus conhecimentos para conquistar espaço na aviação comercial.
“Ele tinha todas as habilitações e eu sempre o via estudando no hangar para ingressar em companhia aérea”, relatou.
O depoimento reforça o comprometimento do piloto com a profissão e evidencia que ele estava investindo na realização de um objetivo de carreira.
Acidente mobilizou equipes de resgate
O acidente ocorreu nas primeiras horas desta sexta-feira. Equipes do Corpo de Bombeiros iniciaram buscas logo pela manhã após a aeronave desaparecer nas proximidades do Aero Rural.
Os destroços foram localizados horas depois em uma área de mata, aproximadamente 50 metros do ponto de decolagem. Conforme informações apuradas, o avião teria caído e explodido logo em seguida.
Um trabalhador que havia saído do Aeroporto Santa Maria foi quem encontrou os destroços e acionou as autoridades.
Proprietário do aeródromo ouviu explosão
O proprietário do aeródromo, Eder Correa, relatou que por volta das 6h30 ouviu um forte estrondo e chegou a sentir o solo tremer.
Segundo ele, a aeronave pertencia a uma empresa de táxi-aéreo e estava regularmente habilitada para realizar voos por instrumentos.
As circunstâncias do acidente serão investigadas pelos órgãos responsáveis, que deverão apontar as causas da queda após a análise dos destroços e demais elementos da ocorrência.




