Uma apuração divulgada nesta semana levanta questionamentos sobre o uso de recursos públicos pelo deputado federal Marcos Pollon durante sua pré-campanha ao Senado Federal em Mato Grosso do Sul.
Segundo o documento, Pollon teria utilizado recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP) para custear viagens realizadas pelo interior do Estado enquanto promovia sua pré-candidatura ao Senado. A denúncia sustenta que despesas com combustível e hospedagem coincidem com agendas e vídeos publicados pelo próprio parlamentar em diversas cidades sul-mato-grossenses.
De acordo com a apuração, entre os dias 19 e 26 de abril deste ano, o deputado percorreu 44 municípios de Mato Grosso do Sul. Nas gravações divulgadas nas redes sociais, Pollon aparece mencionando sua condição de pré-candidato ao Senado e defendendo a necessidade de fortalecer a representação conservadora na Casa Legislativa.
O documento afirma que, apenas em abril de 2026, foram registrados R$ 8.525,96 em gastos com combustível e R$ 6.450,97 em hospedagens vinculadas ao gabinete parlamentar. A soma ultrapassa R$ 14,9 mil em despesas custeadas com recursos da atividade parlamentar.
Os autores da denúncia argumentam que a legislação que regulamenta a CEAP determina que os recursos sejam utilizados exclusivamente para atividades relacionadas ao exercício do mandato. O texto também destaca que despesas de natureza eleitoral não podem ser custeadas por meio da verba parlamentar.
Outro ponto levantado é a comparação com anos anteriores. Segundo os dados apresentados, os gastos com combustível em abril de 2026 teriam sido significativamente superiores aos registrados no mesmo período de 2023, 2024 e 2025, o que, para os autores da apuração, indicaria uma mudança de padrão justamente em ano eleitoral.
A denúncia ainda sustenta que as cidades visitadas e os discursos divulgados pelo parlamentar estariam mais ligados à construção de uma candidatura ao Senado do que a compromissos típicos do mandato de deputado federal.
Até o momento, não há informação sobre eventual investigação formal por parte dos órgãos de controle ou da Câmara dos Deputados. O espaço permanece aberto para manifestação do deputado Marcos Pollon e de sua assessoria sobre os apontamentos apresentados no documento.




