O deputado estadual João Henrique Catan, pré-candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo Partido Novo, passou a pedir doações nas redes sociais para financiar sua campanha eleitoral de 2026. Até o momento, a chamada “vaquinha” organizada pelo parlamentar arrecadou cerca de R$ 13,3 mil.
O pedido de apoio financeiro, porém, chama atenção diante dos próprios gastos do deputado com divulgação da atividade parlamentar. Conforme levantamento, Catan já torrou R$ 1.027.465,00 em verbas indenizatórias destinadas à comunicação do mandato.
Desse montante, mais de R$ 826 mil foram pagos a pessoas e empresas ligadas ao círculo político e pessoal do parlamentar, os chamados “parças” do deputado.
Entre os principais beneficiados está Cauê de Oliveira Lima, irmão de Caíque de Oliveira Lima, assessor de Catan. Sozinho, ele recebeu aproximadamente R$ 330 mil em pagamentos ligados à divulgação parlamentar.
Outro contrato de destaque envolve a empresa Bold Marketing e Produções Audiovisuais LTDA, que recebeu cerca de R$ 419 mil. A empresa tem como sócios Bruno Daros Alves e Fernando Daros Alves, apontados como amigos de infância do deputado estadual.
Também aparece na lista a Matheus Consultoria em Publicidade LTDA, que recebeu aproximadamente R$ 76 mil. A empresa pertence a Matheus Donat Cunha, amigo de Cauê Lima e de Caíque de Oliveira Lima.
Na prática, enquanto pede dinheiro aos eleitores para bancar a campanha eleitoral, o parlamentar já utilizou mais de R$ 1 milhão em recursos públicos para divulgação do mandato. E grande parte desse valor acabou direcionada a pessoas próximas ao deputado.
O caso levanta questionamentos sobre o discurso de renovação adotado pelo parlamentar. Embora tente se apresentar como representante da “nova política”, os números expõem uma contradição entre o discurso público e a destinação dos recursos utilizados ao longo do mandato.




