A Prefeitura de Campo Grande se comprometeu a buscar alternativas para garantir a reposição salarial de 5,4% reivindicada pelos profissionais da educação da rede municipal. O compromisso foi firmado durante reunião realizada nesta sexta-feira (12), no Paço Municipal, com a participação de representantes do Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP), vereadores da Comissão Permanente de Educação da Câmara Municipal e integrantes da administração municipal.
Durante o encontro, ficou definida a realização de novas rodadas de negociação já a partir da próxima segunda-feira, com o objetivo de encontrar uma solução que contemple a demanda da categoria sem comprometer o equilíbrio financeiro do município.
Segundo o secretário municipal de Governo e Relações Institucionais, Ulisses Rocha, uma comissão técnica será responsável por apresentar os números das finanças municipais e discutir alternativas para viabilizar o reajuste.
“Recebemos a comissão da ACP junto com os vereadores e definimos que teremos uma nova reunião na segunda-feira. Existe um grupo de trabalho formado desde o ano passado para tratar dessas questões salariais e vamos apresentar todos os números que envolvem o município”, afirmou.
A Prefeitura destaca que Campo Grande possui atualmente o maior salário-base do magistério entre as capitais brasileiras, resultado de uma política de valorização profissional implementada nos últimos anos.
Apesar disso, a administração municipal reconhece dificuldades orçamentárias para ampliar despesas na área da educação. De acordo com o secretário, a pasta enfrenta um déficit estimado em R$ 138 milhões para o exercício de 2026, cenário que exige cautela na condução das negociações.
“Vamos apresentar todos os números que envolvem o município, porque nós temos um Programa de Eficiência Fiscal em andamento e precisamos observar a Lei de Responsabilidade Fiscal. Existe um desafio financeiro hoje dentro da Educação para que a gente possa cumprir esses 5,4%, mas colocaremos na mesa quais os pontos que temos que ajustar junto com a categoria para podermos chegar a esse reajuste, que reconhece o piso de 20 horas”, explicou.
A expectativa é que as próximas reuniões avancem na construção de um entendimento entre a Prefeitura e os profissionais da educação, permitindo a definição de uma proposta que contemple a reposição salarial reivindicada pela categoria.




