A falta de agulhas para a aplicação de raquianestesia no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul deixou a gestante Ana Karla Leal esperando mais de 24 horas para realizar o parto da filha, em Campo Grande. O caso aconteceu no início desta semana e gerou indignação pela ausência de um item considerado básico para procedimentos cirúrgicos.
Segundo relato da paciente ao jornal TopMídiaNews, ela realizou todo o pré-natal na unidade hospitalar e havia sido internada no sábado (2), às 19h30, já preparada para a cesárea após completar 39 semanas de gestação.
Ana conta que iniciou o jejum ainda na noite de sábado e permaneceu mais de 17 horas sem se alimentar aguardando o procedimento. No entanto, quando chegou a vez dela entrar para a cirurgia, recebeu a informação de que o hospital estava sem agulhas para a aplicação da anestesia.
“Parecia brincadeira”, desabafou.
A situação voltou a se repetir no dia seguinte. Já após mais de 24 horas internada, a gestante afirma que ouviu novamente que o material havia acabado, fazendo com que o parto fosse mais uma vez adiado.
Apesar do desgaste físico e emocional, Ana elogiou o atendimento da equipe médica, afirmando que os profissionais fizeram o possível para evitar maiores complicações.
Segundo ela, uma médica da equipe conseguiu localizar a agulha necessária para que o procedimento fosse finalmente realizado.
Mesmo diante do transtorno, a pequena Mariana nasceu saudável e sem intercorrências. Ainda assim, a mãe criticou o que chamou de “descaso” da unidade hospitalar.
“Foi um sufoco, ainda mais por ser uma gravidez de alto risco. Minha indignação é um hospital desse tamanho ficar sem agulha para anestesia duas vezes em menos de 24 horas”, afirmou.
A paciente também relatou preocupação com a possibilidade de casos mais graves chegarem ao hospital durante o período de falta do material.
Até o momento, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul não havia se manifestado oficialmente sobre o caso. O espaço segue aberto para posicionamento da unidade.
Fonte: Top Midia News




