O deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), está sendo acusado de utilizar recursos que deveriam beneficiar o movimento Pro-armas para enriquecimento de sua família. Movimento é uma organização civil que defende o acesso civil a armas de fogo e o direito à legítima defesa.
A denúncia surgiu em uma publicação no ‘X’ feita por um perfil anônimo que usou o pseudônimo de Emily Thorne, personagem principal da série Revenge. Segundo a postagem, o suposto ‘golpe’ ocorria no momento da associação ao movimento, quando, em vez de se filiar, o interessado comprava um pacote de benefícios, incluindo descontos, cursos digitais e assessoria em uma empresa da família de Pollon.
De acordo com a denúncia, a ação funcionava da seguinte maneira: ao acessar o site do Pro-armas, o usuário era automaticamente direcionado a uma página com o botão em destaque “Seja Membro”.
Após a contribuição, em vez de receber nota fiscal no CNPJ da Associação Nacional Movimento Pro-armas (AMPA) – 37.545.009/0001-98, o usuário recebia a nota emitida pela empresa Pro-armas Cursos Técnicos Ltda, registrada sob o CNPJ 37.782.311/0001-60, cujo responsável é o próprio Marcos Pollon.
Dessa forma, quem acreditava estar se filiando ao Pro-armas, na realidade, estava adquirindo um curso na plataforma Eduzz.
Além disso, a publicação aponta que esse CNPJ também aparece como uma holding de instituições não financeiras, com capital social de R$ 1,304 milhão, e que tem no quadro societário familiares de Pollon, incluindo seu secretário parlamentar, Felipe Di Benedetto Júnior.
A denúncia ganhou força após uma live no YouTube de César Mello, primeiro suplente de deputado estadual pelo Paraná, que detalhou o funcionamento do suposto esquema e os motivos de seu afastamento do Pro-armas. Nos comentários da transmissão, seguidores relataram sentir-se enganados, enquanto outros defenderam Pollon.
“Ajudei lá no início, quando o membro 38 ainda era R$ 38, mas naquele ano mesmo começaram as confusões, e quem devia explicações só xingava em lives e não respondia nada. Paguei só essa vez e larguei pra lá, mas achei que estava ajudando o movimento”, escreveu um internauta.
Outro comentou: “Não é sobre armas, é sobre ganhar dinheiro em cima da causa armamentista em benefício próprio.”
A confusão entre os CNPJs levanta questionamentos tanto na live quanto nas redes sociais.




