Os nomes da deputada estadual Mara Caseiro (PL) e do deputado federal Dagoberto Nogueira (PP) aparecem em documentos da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), que apura um suposto esquema de fraudes envolvendo a venda de livros didáticos para prefeituras de Mato Grosso do Sul.
Segundo o relatório da Operação Gutenberg, conversas interceptadas mostram que investigados mencionavam os parlamentares e buscavam utilizar sua influência política para conseguir acesso a prefeitos e facilitar a celebração de contratos para a comercialização dos materiais didáticos.
As referências aos deputados surgem em diálogos analisados pelo Gaeco, que apontam uma suposta estratégia dos envolvidos de recorrer a agentes políticos para abrir portas nas administrações municipais. No entanto, até o momento, Mara Caseiro e Dagoberto Nogueira não foram denunciados nem figuram como investigados na operação.
A investigação concentra-se em um suposto esquema de direcionamento de contratos públicos e superfaturamento na aquisição de livros didáticos por municípios sul-mato-grossenses. O Ministério Público apura se houve favorecimento de empresas e prejuízo aos cofres públicos durante as contratações.
O caso segue em andamento e ainda está na fase de apuração. Caberá ao Ministério Público avaliar os elementos reunidos para decidir se haverá novas diligências, oferecimento de denúncias ou eventual responsabilização de outras pessoas mencionadas ao longo da investigação.
Até o momento, a citação dos nomes dos parlamentares nos documentos da investigação decorre das conversas entre os investigados e não representa, por si só, acusação formal ou comprovação de participação em qualquer irregularidade. Eventuais manifestações das defesas poderão ser incorporadas caso sejam apresentadas.




