Um homem de 34 anos foi preso na madrugada desta segunda-feira (1º) após invadir a residência da ex-companheira, mantê-la em cárcere privado junto dos três filhos e ameaçá-la de morte no bairro Parque dos Poderes, em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada depois que a vítima conseguiu entrar em contato com o Corpo de Bombeiros e pedir ajuda de forma discreta, sussurrando ao telefone. Durante a tentativa de atendimento, ela enviou uma mensagem informando que o ex-companheiro pretendia matá-la. Logo após o alerta, o contato foi interrompido.
Ao chegarem ao endereço, os policiais ouviram um homem gritar de dentro do imóvel que mataria qualquer pessoa que tentasse entrar na residência. Pouco depois, a vítima conseguiu se aproximar do portão e relatou que o ex havia invadido a casa armado com uma faca, mantendo ela e os filhos, de 14, 12 e 5 anos, sob ameaça.
Segundo a mulher, o suspeito estava com a chave do portão, impedindo a entrada da equipe policial. Em um momento de descuido do agressor, ela conseguiu recuperar a chave e liberar o acesso dos militares ao imóvel.
As três crianças foram retiradas em segurança antes da abordagem ao suspeito. Conforme o registro policial, inicialmente o homem aparentou colaborar com a ação, mas reagiu quando os policiais tentaram contê-lo.
Durante a revista, os militares encontraram uma faca apontada pela vítima como a arma utilizada nas ameaças. Ainda segundo a ocorrência, o suspeito continuou fazendo ameaças durante toda a intervenção policial, afirmando que havia gravado os rostos dos agentes e que “acertaria as contas” posteriormente.
Na delegacia, a vítima relatou que manteve união estável com o autor por aproximadamente cinco anos. O relacionamento terminou em 2024, houve uma tentativa de reconciliação em 2025, mas a separação foi definitiva. Ela também informou que já havia registrado ocorrência anterior contra o ex-companheiro e que chegou a possuir medida protetiva, atualmente vencida.
O caso foi registrado como sequestro e cárcere privado, ameaça, injúria, violação de domicílio, porte de arma e tortura no contexto de violência doméstica na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam).




