Um jovem identificado como João Vitor Alves da Silva Dias, de 23 anos, foi executado com cinco tiros na noite desta quinta-feira (7), na Rua Cachoeira do Campo, no bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. Segundo testemunhas, os autores chegaram em uma motocicleta vermelha e o garupa efetuou os disparos contra a vítima, que estava na varanda de uma residência.
Abalada, a mulher que estava no imóvel no momento do crime descreveu a cena como uma “crueldade”. Segundo ela, João tentou escapar, mas acabou sendo atingido pelas costas.
“Foi uma crueldade, porque ele matou pelas costas, ele teve que se render”, afirmou.
A testemunha contou que estava dentro da casa quando ouviu os tiros. Ao sair, viu apenas o suspeito fugindo após os disparos. Ela relatou ainda que João frequentava a residência por amizade com o neto dela e que o jovem a chamava de avó.
“Pegamos um amor por esse menino. Ele estava tentando mudar de vida”, disse emocionada.
De acordo com o relato, a filha da mulher ainda tentou socorrer João, levando-o até o CRS Coophavila II, mas ele não resistiu aos ferimentos.
A testemunha afirmou que os suspeitos passaram várias vezes em frente ao imóvel antes do ataque. No momento do crime, uma criança brincava na frente da residência.
“Minha netinha estava brincando aqui fora com o cachorro e eles não respeitaram nem isso”, lamentou.
Ela também revelou que João utilizava tornozeleira eletrônica por já ter sido preso anteriormente, mas que atualmente trabalhava em um restaurante e estava prestes a conseguir um emprego fixo.
“Meu neto estava arrumando um serviço para ele. Estava tudo certo para hoje. Quando eles decidem mudar, já é tarde”, declarou.
Polícia investiga execução
Conforme o boletim de ocorrência, equipes da Polícia Militar foram acionadas após os disparos. No local, uma mulher de 34 anos relatou aos policiais que dois homens chegaram em uma motocicleta vermelha. O passageiro desceu usando capacete cinza escuro, jaqueta escura e calça jeans e atirou cinco vezes contra João Vitor.
Após a execução, os suspeitos fugiram em alta velocidade. A placa da motocicleta estava coberta por uma sacola plástica, dificultando a identificação.
A área foi isolada para os trabalhos da perícia e investigadores da Polícia Civil acompanharam o caso. Até o momento, ninguém foi preso.
A mãe da vítima informou à polícia que desconhece possíveis desavenças envolvendo o filho e afirmou não saber o que poderia ter motivado o assassinato. Moradores da região também disseram não reconhecer os autores do crime.




