A deputada estadual Mara Caseiro (PL) protagonizou uma cena que repercutiu nos bastidores da política sul-mato-grossense durante evento promovido pelo senador Nelsinho Trad (PSD), realizado na noite desta terça-feira (9), em um bar de Campo Grande.
Em clima descontraído, com música sertaneja ao vivo e presença de lideranças políticas, Mara fez um discurso repleto de elogios ao senador, destacando o envio de recursos para os municípios e sua experiência em diferentes cargos públicos.
“Você trazendo a mão amiga com recursos porque os nossos prefeitos têm passado por dificuldades e você sabe disso, porque assim como eu, você foi vereador, sabe a dor do vereador, foi prefeito, assim como eu, sabe a dor do prefeito e hoje como senador você pode estender as mãos para todos os nossos prefeitos e prefeitas”, declarou a parlamentar.
A fala que mais chamou atenção, entretanto, veio na sequência. Ao se dirigir diretamente a Nelsinho, Mara afirmou: “E eu quero sim estar lá em Brasília junto com você”.
A declaração foi interpretada por participantes do evento como um gesto político que vai além da cordialidade institucional. Isso porque Mara é apontada como pré-candidata à Câmara dos Deputados em 2026 e integra um grupo político que trabalha pela candidatura do ex-governador Reinaldo Azambuja ao Senado.
Nos bastidores, a manifestação pública da deputada gerou questionamentos sobre os rumos das alianças para as próximas eleições. Além de Azambuja, o ex-deputado estadual Capitão Contar também aparece entre os nomes cotados para disputar uma das duas vagas ao Senado que estarão em jogo em 2026.
Ao destacar a atuação de Nelsinho Trad e manifestar o desejo de compartilhar espaço político com o senador em Brasília, Mara acabou abrindo margem para interpretações sobre uma possível aproximação entre os dois grupos políticos.
Embora não tenha anunciado qualquer mudança de posicionamento, a declaração ocorre em um momento de intensa movimentação entre lideranças estaduais, que buscam consolidar alianças e definir estratégias para a sucessão eleitoral.
O episódio reforça a leitura de que as articulações para 2026 já estão em andamento e que cada gesto público das principais lideranças passa a ser observado com atenção pelos diferentes grupos políticos do Estado.




