O deputado federal Marcos Pollon, conhecido nacionalmente pela defesa do armamento civil e por integrar a ala bolsonarista da Câmara dos Deputados, vem acumulando episódios polêmicos, críticas públicas e desgastes políticos desde o início do mandato em Brasília.
Nos últimos meses, o parlamentar sul-mato-grossense passou a ser alvo de questionamentos tanto da oposição quanto de integrantes da própria direita, principalmente após embates envolvendo manifestações radicais, conflitos internos na bancada armamentista e acusações de condutas consideradas antidemocráticas.
Um dos episódios de maior repercussão ocorreu após Pollon participar de um protesto dentro da Câmara dos Deputados que terminou em confusão no plenário. O caso foi parar no Conselho de Ética da Casa, após deputados acusarem integrantes da oposição de impedirem o funcionamento da sessão legislativa.
Além das polêmicas em Brasília, Pollon também enfrenta desgaste dentro do movimento armamentista, segmento que ajudou a impulsionar sua eleição. Reportagens nacionais apontaram divisões internas envolvendo a condução da associação Proarmas, entidade ligada ao deputado e voltada à defesa do acesso às armas no Brasil. Críticos acusam o parlamentar de centralizar decisões e utilizar a pauta armamentista como plataforma política pessoal.
As declarações públicas do deputado também geram repercussão frequente. Pollon já fez críticas duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que o Brasil vive uma “ditadura”, discurso que provocou reação de adversários políticos e aumentou a tensão entre apoiadores e críticos do parlamentar.
Outro ponto que divide opiniões são os projetos defendidos pelo deputado. Entre as propostas apresentadas, estão iniciativas para flexibilizar o acesso às armas de fogo e ampliar o porte para determinadas categorias. Enquanto apoiadores afirmam que Pollon defende o “direito à legítima defesa”, críticos consideram as medidas radicais e perigosas para a segurança pública.
Nos bastidores políticos, aliados admitem que o parlamentar mantém forte apoio de uma parcela conservadora do eleitorado, mas enfrenta resistência crescente até mesmo entre nomes da chamada bancada da bala, especialmente após conflitos internos e disputas por protagonismo nacional.
Apesar das críticas, Pollon segue ativo nas redes sociais e mantém discurso alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, apostando na polarização política e na defesa de pautas conservadoras para fortalecer sua base eleitoral em Mato Grosso do Sul e no cenário nacional.




